"Contos de fadas são mais que verdade; não porque nos dizem que dragões existem, mas porque eles nos dizem que dragões podem ser derrotados." G. K. Chesterton

Lordeverso: fadas, as senhoras da artemagia

Leda Muir, uma das inspirações para as fadas do Lordeverso
Em geral, o termo artemago serve para englobar uma extensa variedade de manipuladores de artemagia: xamãs, magos (em mundos que usam o termo "magia"), feiticeiros, bruxos, etc. Mas, assim como ocorrem singularidades com metamorfos, vampiros e Criativos, por exemplo, pode acontecer de surgir uma raça peculiar em alguns mundos, em especial onde a artemagia é considerada simplesmente magia: as fadas.

Para um leigo, as fadas não diferem nada de artemagas (independentemente de como sejam chamadas em quaisquer mundos). Há as velhas e distorcidas histórias carregadas de preconceito que mencionam as fadas como criaturas minúsculas, um erro comum e que provoca sua fúria, o que nunca é bom, pois a artemagia age de forma sutilmente inconsciente nesses seres exclusivamente femininos: dependendo do humor, elas podem atrair "boa sorte" ou "má sorte" para quem seus pensamentos e emoções forem direcionados.

Para quem deseja identificar uma fada e/ou diferenciá-la de uma artemaga/bruxa/feiticeira/xamã, metamorfa ou humana, segue uma breve lista das peculiares desta raça:
  • Não existe o sexo masculino; ou nasce fada ou humano/metamorfo/artemago, como o pai; costuma-se entregar o termo "fad'lso" para híbridos, o que pode gerar a corruptela "falso", uma palavra extremamente prejorativa.
  • Em geral, a cor de pele de uma fada está ligada à sua etnia, então não é incomum fadas negras e tampouco rara a presença de fadas asiáticas; o que as diferem de mulheres de outros grupos de criaturas humanoides é a ausência completa de manchas na pele, inclusive de nascença, cicatrizes e imperfeições ou marcas de idade.
  • Até os 13 anos, os cabelos e tonalidades dos olhos são típicos de humanos; após essa idade, assumem uma cor específica, sendo a mesma para cabelos e olhos (há uma ligação com o que chamam de "alma" e o ditado "Pode-se mudar a cor de seus cabelos, mas nunca de sua alma" serve como lembrete da condição permanente das fadas).
  • São excelentes para desenvolverem habilidades que requerem anos de estudos artemágicos; no geral, toda fada pode ler presságios e antever alguns eventos e, em alguns casos, "alterar a sorte".
  • Não existe fada velha, ou seja, são eternamente jovens. O envelhecimento se dá pelo desbotamento dos cabelos e eventual cegueira; quando não há mais cor nos fios, que se tornam transparentes, a fada morre. As fadas cegas e ainda vivas são exímias adivinhas e conselheiras.
  • Há raros casos de fad'lsos do sexo feminino, que herdam algumas características de ambos os lados, num amálgama nunca visto com bons olhos até mesmo pelos que só herdam a aparência do pai. São chamadas de "filhas de fadas", um termo que, em diversos mundos, é uma ofensa.
  • Ao contrário dos artemagos, que "encantam" objetos para canalizar artemagia usando símbolos, as lendárias varinhas de condão, as fadas podem fazer a mesma coisa até com um graveto pego ao acaso, sem necessidade de qualquer ritual para tornar a peça uma arma artemágica.
  • Como não possuem sinais na pele, costumam adotar tatuagens e piercings com ou sem significado artemágico, ficando próximas ao estilo alternative model.

Um conto por semana #3: A mãe-da-lua

O projeto Um conto por semana consiste em escrever toda semana, durante um ano, um conto de qualquer gênero e plot com o mínimo de 2 mil palavras e o máximo recomendado de 5 mil (o que pode ser superado, como ocorreu com o primeiro conto). O importante é ter uma produção de quase (ou mais de) 50 contos em 365 dias, dos quais 12 serão publicados na Amazon durante este período e os demais ao longo do ano seguinte, após serem passados a apoiadores do vindouro Padrim.

Dito isso, vamos ao conto da semana, A mãe-da-lua.


Para quem não conhece, o bicho acima é um urutau, também conhecido como mãe-da-lua. Diz a a lenda que seu canto prenuncia morte. A ideia para o conto, que é o mais curto do projeto até o momento, com menos de 3 mil palavras, é inspirada parte nessa superstição e parte numa conversa que ouvi sobre a aparição deste animal numa escola do bairro. Na trama, uma pequena cidade do interior tem sua rotina mudada quando o pássaro pousa numa velha árvore e alguns cidadãos, de crianças a mendigo, começam a morrer das mais diversas formas.

É outro conto que não deverá constar na Amazon por tão cedo, ficando possivelmente restrito ao Padrim.